domingo, 5 de julho de 2009

Remédios que contêm Paracetamol devem ter doses reduzidas


Um painel de médicos especialistas informou à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que doses de Tylenol e outros analgésicos que contêm Paracetamol devem ser reduzidas devido a preocupações com danos à saúde. Eles decidiram, por 21 votos contra 16, recomendar que a dose diária máxima de Paracetamol seja restringida de 4.000 miligramas para 2.600 miligramas. Esta substância é encontrada em analgésicos, como por exemplo, Tylenol e Excedrin, e em muitos remédios para tosse, como NyQuil e Theraflu.









A indicação máxima, no Brasil, é de 4.000 miligramas em 24 horas, de acordo com a bula do Tylenol. No entanto, os especialistas explicam que são contra a limitação da quantidade de Paracetamol que pode ser vendida em cada embalagem. A substância pode ser encontrada em garrafas com 1.000 comprimidos em lojas como a Costco Wholsale, nos Estados Unidos.

Winifred A. Landis, membro do painel, acredita que é preciso transmitir a mensagem de que existe um problema com esse medicamento. Além disso, explica que é necessário que a FDA estude o tamanho das embalagens de Tylenol e outros produtos que contêm Paracetamol e que podem ser vendidos em lojas que não sejam farmácias. Cerca de 100 pessoas morrem anualmente por overdoses acidentais de Paracetamol.

Segundo a FDA, a substância é segura se tomada dentro dos níveis recomendados. No entanto, como o Paracetamol está presente em diversos medicamentos contra dor, febre e tosse, muitas pessoas não percebem que estão ingerindo vários remédios que contêm o mesmo ingrediente.


Fonte: Assessoria de Imprensa - Portal Educação

Revisão de qualidade é feita com 32 plantas medicinais


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) abriu consulta pública para a revisão de qualidade de 32 plantas medicinais, entre elas: arnica, melissa, espinheira-santa, babosa, gengibre e guaraná. Serão revisados também os padrões de qualidade de mais 21 matérias-primas e oito medicamentos prontos.

Durante os 30 dias de consultas públicas, a agência disponibilizará as monografias para avaliação e comentários das empresas, laboratórios, comunidade científica e a sociedade em geral.

Após a revisão da Farmacopeia Brasileira, será publicado um Código Farmacêutico Oficial atualizado. Este código é obrigatório para que os que fabricam ou manipulam produtos farmacêuticos, servindo também de parâmetro para ações da vigilância sanitária. Boldo, carqueja, malva e noz-de-cola são outros exemplos de plantas medicinais que entram na revisão de qualidade.


Fonte: Assessoria de Imprensa - Portal Educação

A era da medicina personalizada pode estar chegando



Por Andrew Pollack
Um novo medicamento para acne, o Aczone, foi aprovado em Julho, mas com uma pegadinha. O FDA disse que é necessário que os pacientes sejam testados para a deficiência em uma enzima que os levaria a desenvolver anemia em contato com o remédio.

O tempo da medicina personalizada está chegando. Segundo os especialistas, cada vez mais as terapias estarão sendo feitas sob medida para os pacientes, baseado em sua estrutura genética ou suas medidas médicas. Isso permitirá que as pessoas obtenham medicamentos que funcionarão melhor para elas e evitar os que teriam efeitos colaterais.

Mas o caso do Aczone ilustra as barreiras desta nova era. As empresas farmacêuticas temem que se for necessário o teste, isso desencoraje os médicos na hora de prescrever os remédios limitando as vendas a poucos pacientes.

Depois de saber da necessidade dos testes para o Aczone, Astellas, um de seus criadores, abandonou o medicamento.

O outro criador, QLT, está planejando outros testes clínicos na esperança de retirar essa exigência. Eles argumentam que em outros testes clínicos apenas 1.4 por cento dos pacientes tiveram deficiência nesta enzima, e nenhum desenvolveu anemia.


Fazer remédios sob medida pode ser um problema para os médicos, tanto quanto para os fabricantes.

A transfusão de sangue é um exemplo disso. Muitos centros de transfusão adorariam ter um único tipo de sangue que servisse para todo mundo, ao invés de ter diversos tipo em estoque e a preocupação do que pode acontecer em caso de transfusão do tipo de sangue errado.

Ainda assim, muitos médicos, reguladores, analistas de mercado e executivos farmacêuticos concordam que apesar dos obstáculos a medicina personalizada é inevitável.

Cerca de 40 a 50 psiquiatras na Clínica Mayo usaram testes genéticos para ajudar a escolher o remédio que irão prescrever, disse Dr. David A. Mrazek, representante da psiquiatria na Mayo. Algumas companhias oferecem os testes diretamente aos consumidores.

Mary Jane Q. Cross, artista de Newport desenvolveu um tremor permanente no lado direito de seu corpo depois de tomar o antidepressivo Prozac por 14 anos. Ela agora pinta com os dedos pois não consegue segurar o pincel.

Há um ano ela pagou cerca de US$ 600,00 para a Genelex, uma companhia de testes genéticos em Seattle, para confirmar que ela teria problemas para tolerar alguns medicamentos, possivelmente incluindo o Prozac. "Se eu soubesse disso há 14 anos não teria usado esse remédio", disse Cross.

Recentemente, quando ela teve uma apendicite de emergência, ela alertou aos médicos que usassem pouca anestesia baseada em seus testes. "meu marido teve que ir para casa no meio da noite para pegar o material e deixar claro para eles que é um assunto sério".


Alguns cientistas descobriram numerosos exemplos de variação genética que podem ajudar a prever quem irá responder a uma droga ou sofrerá efeitos colaterais. A maioria dos fabricantes de remédios coleta rotineiramente amostras de DNA de pacientes em testes clínicos para obter essas informações.

Em março o FDA criou normas para encorajar as fabricantes de medicamentos a perseguir a medicina personalizada e a agência está acrescentando informações sobre testes genéticos nas embalagens de alguns remédios.

Desde junho o rotulo da Camptosar, um remédio da Pfizer para câncer de cólon, alerta aos médicos que uma dose baixa do remédio pode ser recomendada a 10 por cento das pessoas que tem uma versão particular do gene UGT1A1. A variante os torna mais propensos ao efeito colateral: uma séria queda no número de células brancas.


Mas, apesar dos progressos, muitos outros anos de trabalho serão precisos antes que combinações de remédios e testes possam chegar ao mercado.


"Eu não vejo indicações de chegada no mercado nos próximos cinco anos de um medicamento que tenha informações genéticas no rótulo", disse o doutor Gualberto Ruano, presidente Genomas, companhia que realiza testes genéticos para o uso de remédios.

Fonte: The New York Times

A Atuação do Profissional da Saúde no Serviço de "Home Care"













Elielma Costa de Andrade;
elielma_jp@yahoo.com.br

Dayse Costa Urtiga;
daysecostaurtiga@yahoo.com.br

Fabíola Mariana Rolim de Lima
fabiolafisiot@ig.com.br

RESUMO

A medicina domiciliar é um termo genérico para um conjunto de procedimentos hospitalares que podem ser feitos na casa do paciente. Aplica-se a todas as etapas do cuidado do profissional de saúde, na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças, bem como nos procedimentos de reabilitação. Justifica-se este estudo devido ao fato de que o serviço de Home Care está crescendo em todo o Brasil, e pelos benefícios trazidos através de sua equipe multiprofissional, proporcionando ao paciente e seus familiares um atendimento individual, o que contribui para uma melhora na sua qualidade de vida. A presente pesquisa tem por objetivos, investigar, a partir da pesquisa bibliográfica, e informar aos profissionais da área de saúde, sobre alguns aspectos da atuação do profissional da saúde no serviço de Home Care, a fim de mostrar a importância desta prática para o paciente e seus familiares. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica, do tipo exploratória, apresentando como método de abordagem o dedutivo, e como técnica de pesquisa a documentação indireta. A atenção individualizada e o convívio regular entre o profissional da saúde e o paciente estabelece uma confiança mútua, gerando um diagnóstico e tratamento mais precisos, humanizado e uma cura mais rápida, visto que o profissional ensina não só o paciente, como também toda a sua família a prevenir e cuidar de determinadas doenças e suas seqüelas destas.

Confira o artigo completo clicando no linck abaixo:

http://www.portalfarmacia.com.br/farmacia/principal/conteudo.asp?id=4456

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Charge do Dia

Utilização e cuidado de drogas citostáticas


O objetivo deste manual é prevenir e/ou minimizar os riscos envolvidos no manuseio das drogas citostáticas. Este manual aborda as interações farmacêuticas que tendem a afetar adversamente a atividade das drogas antineoplásicas incluindo as incompatibilidades com soluções de infusão, interações in vitro, entre outras, assim como os principais riscos a que os membros da equipe de enfermagem estão expostos, quando do manuseio das soluções prontas para o uso em pacientes. Esse último aspecto em particular tem sido tema de discussões controvertidas nos últimos anos, mas ainda não pôde ser resolvido definitivamente. Por essa razão, o presente manual tem por objetivo apresentar uma revisão estruturada, embora ela não seja inerentemente exaustiva, dos conceitos correntes e diretrizes práticas para a equipe médica cuja rotina cotidiana envolve as drogas citostáticas. Obviamente, todo membro da equipe de enfermagem em uma enfermaria oncológica necessita manter-se a par dos novos desenvolvimentos e obter as informações necessárias para si.

INTERAÇÕES FARMACÊUTICAS (ARMAZENAMENTO,RECONSTITUIÇÃO,

IMCOMPATIBILIDADE, ESTABILIDADE)

As drogas citostáticas são uma classe muito diversificada de drogas. Quimicamente, o espectro varia de substâncias inorgânicas (cisplatina) a compostos orgânicos e proteínas (asparaginase). Por essa razão, é difícil fazer afirmações genéricas que possam ser aplicadas a todas as drogas citostáticas. Os agentes alquilantes, por um lado, caracterizam-se por um nível elevado de reatividade, enquanto outras drogas antitumorais possuem propriedades físico-químicas incomuns, como tendência à coagulação, exigindo solubilizantes para permanecer estável. Como um protocolo quimioterápico eficaz envolve tipicamente o uso concomitante de duas ou mais drogas antineoplásicas, certamente devem ocorrer numerosas reações químico farmacêuticas.

Como a margem de segurança dos agentes citostáticos geralmente é estreita, deve-se evitar a superdosagem a qualquer preço. Por outro lado, a redução posológica, que pode resultar da inativação, pode comprometer a eficácia terapêutica de uma droga antineoplásica em particular.

Para ver o texto completo click no link abaixo:

http://www.farmaceuticovirtual.com.br/html/index1.htm



segunda-feira, 22 de junho de 2009

Selecionados pela Comissão Organizadora do I SEMINÁRIO DE ESTÁGIO DO CURSO DE FARMÁCIA DA UFPI

Venho através deste comunicar os trabalhos que foram selecionados pela Comissão Organizadora do I SEMINÁRIO DE ESTÁGIO DO CURSO DE FARMÁCIA DA UFPI, para apresentação oral durante o evento. Ressalto que o critério de seleção foi de representatividade dos estágios.
A escolha dos melhores trabalhos será realizada no dia do evento na sessão de postêres. A coordenação do evento formou uma comissão avaliadora com 03 professoras do Curso de Farmácia que não estão apresentando trabalho durante a amostra de experiências de estágio.

Os trabalhos selecionados pela a coordenação do evento, para apresentação oral, foram os seguintes:

Mostra de Estágio I - 12:00horas - 12:30horas

APRESENTAÇÃO ORAL 01

Título: "A percepção dos acadêmicos da Turma 2008.2 sobre o estágio I"

Orientador: Profº. Francisco de Assis Oliveira

Alunos: CARLA S. ROMEIRO, TALYTA D.B.CÉSAR; NAYARA K.G.BRITO;BENEDITO P.S NETO; SAMILLA S. REIS; TAMYRES A. MACÊDO; THAMYS L.B DE SÁ; ELIZÂNGELA M.P.S.M.CASSIMIRO; FÁBIO M. PAZ.

APRESENTAÇÃO ORAL 02

Título: " Avaliação da Qualidade de soluções de dipirona sódica comercializadas em Farmácias de Teresina - PI"

Orientador: Profa.Eilika Andréia Feitosa Vasconcelos

Alunos: GUBBIO MATOS SILVA, HANDERSON LIMA; MARIA DOS REMÉDIOS MENDES; PAÔLLA RODRIGUES POLICARPO; PAULA BENVINDO FERREIRA E ROSSICLÉIA DIAS CARVALHO.

APRESENTAÇÃO ORAL 03

Título: "Avaliação do perfil social de usuários da Farmácia de Medicamentos Excepcionais na cidade de Teresina - PI"

Orientador: Profº. Bernardo Melo Neto e Profº. André Luis Menezes Carvalho

Alunos:EDIVALDO PINTO RODRIGUES, JACQUELINE NASCIMENTO SOUSA, LAYANE SILVA DE MORAIS, MARCOS PAULO VASCONCELOS GONÇALVES, PAULO CÉSAR DOS SANTOS ABREU.

Mostra de Estágio II - 15:00 horas - 15: 30 horas

APRESENTAÇÃO ORAL 04

Título: "Avaliação de Interações Medicamentosas Potenciais em prescrições de pacientes hospitalizados em Teresina - PI"
Orientador: Profº. Jeorgio Leão

Autores: KAMILA MARIA DE HOLANDA SOUSA. MARXWELL ARRUDA DA ROCHA LIMA.

APRESENTAÇÃO ORAL 05

Título: " Habilitação do Núcleo de Tecnologia Farmacêutica da UFPI como laboratório Analítico segundo BPL e ISO/IEC 17025: Panorama atual e pespectivas".

Orientador: Profº. José Lamartine Soares Sobrinho

Autores: Giuliano André Silva Santos e Márcio dos Santos Rocha

APRESENTAÇÃO ORAL 06

Título: " Determinação do FPS de fotoprotetores por método espectrofotométrico preparados em Farmácias Magistrais de Teresina - PI"

Orientador: Profº. André Luis Menezes Carvalho

Autores: LAÍSA LINS FONTINELE DE SÁ, CLEMILTON PEREIRA DA CUNHA, EMISO TARCISIO LUZ CRUZ, LUCIANA PORTELA SANTOS, RAMON WEYLER5 DUARTE LEOPOLDINO.

Diante disso, convoco um representante de cada um dos trabalhos selecionados (apresentação oral) para uma reunião na segunda feira dia 22/06/2009 às 18:00horas, na Farmácia Escola Profa. Dra. Graça Citó. Discutiremos a forma de apresentação e o tempo para cada um dos trabalhos.

Todos os trabalhos deverão ser apresentados em forma de postêr 90cm x 100cm (largura x tamanho), com tamanhos de fonte legível, evitar excesso de textos e preferir fotografias, esquemas, tabela e gráficos, inclusive os selecionados para apresentação oral.

Aguardamos a presença de todos no dia 26/06/2009 a partir das 08:00horas da manhã.

Para Maiores informações, favor entrar em contato.

Atenciosamente,

Profº. Ms. André Luis M. Carvalho
Coordenador da Farmácia Escola Profa. Dra. Graça Citó
FARMÁCIA - UFPI
Fone/Fax: (86) 3215595

domingo, 21 de junho de 2009

Reitores planejam programa para impulsionar pós-graduação nas universidades federais


Os reitores das universidades federais querem impulsionar a pós-graduação e o desenvolvimento científico no país, especialmente em regiões como o Norte e o Nordeste. Em parceria com os ministérios da Educação (MEC) e da Ciência e Tecnologia (MCT), está em elaboração um projeto para reestruturar os programas de mestrado e doutorado nas instituições federais. A ideia é lançar o Programa de Apoio a Pós-Graduação (PAPG) ainda em 2009.

A proposta é inspirada no Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que ampliou vagas e campi em todo o país. De acordo com o novo presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Alan Barbiero, a pós-graduação brasileira é um exemplo internacional e cresceu muito nos últimos anos, mas necessita superar algumas desigualdades.

“Precisamos expandir ainda mais, principalmente no sentido de reduzir as assimetrias regionais. A pós-graduação cresceu, mas de forma concentrada, majoritariamente na Região Sudeste. Precisamos de uma política mais agressiva para que ela avance nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, defende Barbiero, que é reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Barbeiro avalia que as regiões que receberam novos campi universitários com o Reuni agora precisam consolidar o processo com um “forte incentivo à pós-graduação”.

“Quando você cria um curso de mestrado ou doutorado naquela média cidade, você atende uma demanda da sociedade e estimula o desenvolvimento científico daquela região. Nós estamos vivendo um momento em que o desenvolvimento do país se interiorizou. As regiões mais dinâmicas não estão restritas ao Rio de Janeiro e a São Paulo”, compara.

O programa deverá investir na infraestrutura de laboratórios, na formação e na fixação de mestres e doutores no território nacional de forma equitativa. Além da predominância de grupos de pesquisa em regiões específicas do país, a Andifes avalia que os trabalhos também se concentram em certas áreas do conhecimento. O objetivo do PAPG é acabar com essa discrepância.

“A pós-graduação hoje se concentra em áreas do conhecimento como as ciências biológicas e agrárias, mas outras áreas como as humanas tiveram um desenvolvimento mais tímido”, aponta.

Segundo Barbiero, o projeto foi bem recebido pelos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. Será formada uma comissão para definir as linhas principais do programa e a ideia é que haja previsão no orçamento das pastas para 2010. Na primeira fase do PAPG, os recursos vão vir de programas que já são voltados para o investimento em pesquisa. Segundo Barbiero, ainda não foi estabelecido o montante que será necessário para fazer essa reestruturação.

“O MEC e o MCT vão ser protagonistas, mas a gente busca uma ação interministerial articulada, incluindo os ministérios da Agricultura, da Indústria e Comércio, a Casa Civil e a própria Confederação Nacional da Indústria. Vamos fortalecer a pós-graduação como elemento estratégico do desenvolvimento nacional”, afirma.

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Charge do Dia

Começam a valer novas regras para publicidade de medicamentos

'Celebridades' não podem mais recomendar remédios sem prescrição.
Norma também prevê mudança na distribuição de brindes.

Novas regras para a propaganda, publicidade e promoção comercial de medicamentos passam a valer nesta terça-feira (16). A norma restringe a participação de "celebridades" leigas em medicina e farmácia nas propagandas de remédios isentos de prescrição médica. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), atores, jogadores e outros famosos não poderão mais exibir nome, imagem ou voz recomendando ou sugerindo o uso desses produtos.

A distribuição de brindes também está sofrendo restrições. A partir de agora, serão permitidos apenas os institucionais, que mostram o nome do fabricante. A referência aos produtos, nos brindes, está proibida.

A resolução também atualiza as regras para a propaganda de medicamentos sob prescrição e mostra as condições para a veiculação em eventos científicos e campanhas sociais. A agência informa que, nas peças publicitárias dirigidas ao público leigo, os termos técnicos deverão ser escritos de forma simples, para facilitar a compreensão. E os medicamentos que apresentam efeitos de sedação ou sonolência deverão trazer advertência que alerte para os perigos de se dirigir e operar máquinas.

A Anvisa diz que os anunciantes e agências de publicidade tiveram seis meses para se adequar às exigências da norma RDC 96/08 (PDF), publicada em dezembro passado. A única exceção refere-se às mudanças na distribuição de amostras grátis, cujo prazo de adequação vai até dezembro de 2009.

“O objetivo é garantir que as informações veiculadas sejam corretas, equilibradas e acessíveis”, afirma Maria José Delgado Fagundes, gerente geral de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda da Anvisa.

Ainda de acordo com a agência, foi feita uma consulta pública sobre o assunto. Foram recebidas 857 manifestações, de 250 diferentes fontes. O assunto também foi tema de reuniões e seminários com a sociedade, o governo e o setor regulado. Foram realizadas quatro audiências públicas, três delas no Congresso Nacional.

Fonte: G1