terça-feira, 26 de maio de 2009

Em dez anos, genéricos representam economia de R$ 10 bilhões para o país


Há dez anos, os brasileiros que precisam comprar remédios têm uma opção mais barata, mas tão eficaz quanto os produtos de marca, os medicamentos genéricos. E o balanço do setor é positivo.

Confira o vídio - entrevista com Ciro Mortella, presidente da Febrafarma( Federação Brasileira de Indústria Farmacêutica):

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1041469-7823-EM+DEZ+ANOS+GENERICOS+REPRESENTAM+ECONOMIA+DE+R+BILHOES+PARA+O+PAIS,00.html

Medicamento Genérico









Os
medicamentos genéricos
utilizados amplamente em países como os EUA e o Canadá - chegaram ao Brasil e despertou o interesse do consumidor. Mas também, ainda gera muitas dúvidas. E algumas peguntas são frequentes:

Funcionam como os medicamentos de marca famosa? Qual é, afinal, a diferença entre um genérico e um similar? Existem genéricos para todos os medicamentos de referência?

Para responder a essas e a outras perguntas, o Ministério da Saúde lançou uma grande campanha informativa dirigida à população em geral.

Confira as respostas no site:
http://pfarma.com.br/consumidor/genericos.php

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O SUS, a saúde e o Brasil











“A saúde é direito de todos e dever do Estado” Constituição Federal de 1988, artigo 196)

“A saúde pública é a arte e a ciência de prevenir a doença, prolongar a vida, promover a saúde e a eficiência física e mental mediante o esforço organizado da comunidade”, definiu o bacteriologista americano Charles-Edward Amory Winslow (1877-1957), o pai da saúde pública moderna. No Brasil, esses preceitos foram adotados nos anos 1930, mas acabaram esvaziados pela diretriz do regime militar, que priorizou a saúde privada. Ao instituir o Sistema Único de Saúde (SUS), a Constituição de 1988 buscou resgatar tais preceitos, garantindo a universalidade, a equidade e a integralidade da assistência médica a todos os cidadãos.

Mas duas décadas depois da promulgação da Constituição Cidadã, tais preceitos estão novamente em risco, desta vez por distorções surgidas no sistema. Num capítulo dedicado ao Brasil do livro O comércio internacional em serviços de saúde: uma perspectiva de desenvolvimento, publicado pela ONU, a economista Simonetta Zarrili lembra que “o fato de o sistema ter-se tornado universal, conquanto represente, sem dúvida, um avanço positivo para alcançar as metas da Constituição de 1988, colocou mais um encargo no orçamento da saúde pública, contribuindo, assim, para a deterioração do sistema”.

O Brasil gasta cerca de 8% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de toda a riqueza produzida pelopaís) com saúde, mas a crescente dívida pública há tempos vem limitando as despesas do governo com os serviços públicos. Na área de saúde, há insuficiente investimento na melhoria de salários dos profissionais, na compra de equipamentos modernos e na reforma e construção de novos postos de atendimento. Isso levou à deterioração da saúde pública, fazendo com que parte da população – aquela que pode pagar – optasse pela adesão aos planos privados de saúde. Em consequência, assistiu-se a um grande crescimento desses planos: cerca de 52 milhões de pessoas têm um plano ou seguro-saúde no Brasil. Nos últimos oito anos, o setor cresceu de 33%. Apenas no Estado de São Paulo, existem cerca de 21 milhões de associados. Desse total, mais de 17 milhões são beneficiários de planos de saúde coletivos, convênios feitos pelas grandes empresas para seus funcionários.

Até aqui, tudo bem; quem deseja ter um atendimento diferenciado e tem condições para isso deve pagar por esses serviços. O problema é que muitos desses clientes da rede privada vêm sendo atendidos pelo SUS. Assim, a rede pública – que é sustentada pela coletividade e que nem sempre consegue atender a todos aqueles que não têm outra opção – presta assistência a beneficiários de planos de saúde privados, sem ser reembolsada por isso, como prevê a lei. Entre 2001 e 2008, por exemplo, a Agência Nacional de Saúde (ANS) deixou de receber R$ 3,8 bilhões dos planos de saúde privados, por atendimentos de média e alta complexidade feitos no SUS para detentores de planos de saúde privados. Calcula-se que o prejuízo total para a União hoje gire em torno de R$ 10 bilhões.

Essa é uma distorção que prejudica os municípios, aqueles que dependem unicamente do SUS e até os próprios usuários dos planos de saúde privados – que pagam por um serviço que pode ser encontrado na rede pública. Para evitar o que o economista Celso Furtado chamava de “socialização das perdas e privatização dos lucros”, o governo deve exigir com empenho redobrado o reembolso desse atendimento pelas operadoras de saúde. Inclusive para poder repassar parte desse dinheiro aos municípios, que, face ao aumento da demanda e escassez de recursos, não podem, sozinhos, arcar com as despesas de saúde de seus cidadãos.

. Por: João Carlos Vitte, Prefeito de Santa Gertrudes, no interior de São Paulo.

http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=78234

Modulação Hormonal: a fonte da juventude


Mulheres e homens que se submetem a Modulação hormonal comprovam: cuidar dos hormônios melhora a vida sexual, a memória e o cansaço físico e intelectual

O ser humano persegue desde os primórdios da civilização a perpetuação da juventude. Buscou na alquimia, nas fórmulas milagrosas, nas plantas, ervas, enfim até na pedra filosofal, mas somente com o advento da evolução da medicina, surgiu um novo campo de estudos que hoje é reconhecido em todo mundo como a medicina do futuro, a medicina anti-envelhecimento que tem na modulação hormonal a chave para a longevidade. Os ganhos são claros, como ter um corpo jovem, manter um desempenho atlético, profissional, mental e sexual, condizente com a juventude, mas com a experiência que os anos de vida nos trazem, ou seja, o ganho é enorme em qualidade de vida.

Nos anos 80 o que havia de mais recomendado para a saúde da mulher era a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) que consistia em repor os hormônios que tinham sua produção reduzida na entrada da menopausa. A TRH reinou absoluta até o ano de 2002 quando o National Institute of Health, dos EUA, publicou um estudo com dados irrefutáveis que mostravam que a TRH não havia diminuído o risco de doenças cardiovasculares e, em alguns casos, notava-se até um aumento considerável. Isso disparou um processo de reavaliação do conceito e do uso de hormônio após a menopausa, já que os mesmos são sintéticos e podem causar efeitos adversos.

A endocrinologista Odilza Vital, especialista em endocrinologia e metabolismo pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo, vem desenvolvendo há 20 anos a terapia de Modulação Hormonal, um tratamento que promete e faz maravilhas na vida dos pacientes e está revolucionando a medicina moderna. “A modulação Hormonal é um método onde através de exames laboratoriais, traçamos o perfil hormonal do paciente detectando suas necessidades, e a partir deste ponto, podemos iniciar um balanceamento para que o paciente atinja um padrão compatível com o que desejamos.

A melhor curva hormonal é aquela comparável a nossa juventude plena, ou seja, próximo dos 18 a 21 anos, portanto para uma ótima performance buscamos ter níveis hormonais compatíveis com a juventude. Nós envelhecemos porque nossos hormônios diminuem e não ao contrário, quando achávamos que os hormônios caiam e, portanto envelhecíamos.“ explica a especialista. Na Modulação todos os hormônios do corpo são equilibrados, harmonizados, controlando, assim, as carências do organismo. Segundo a médica o método utiliza hormônios bio compatíveis, ou seja, quando usa estrogênio é o estrogênio já encontrado no corpo da mulher. Outra vantagem notada pelos pacientes é que a suplementação se dá através de hormônios e outros nutrientes, como aminoácidos, vitaminas e antioxidantes buscando atingir níveis hormonais compatíveis com os da adolescência ou início da vida adulta. A terapia é recomendada não apenas para as mulheres, como para os homens também.

Segundo Odilza Vital a Modulação hormonal é aconselhável para todos que buscam um aprimoramento de seu desempenho físico, intelectual e mental. Pessoas que costumam se queixar de cansaço, tanto físico quanto mental, pacientes com quadros de distúrbios de esquecimento e de desmotivação sexual sentem-se muito melhores após o início da modulação, que, ainda proporciona uma excelente conseqüência: o retardo do envelhecimento. Desta forma é um tratamento que pode ser feito ao longo de toda uma vida, pois ajuda aos pacientes a conservar uma aparência e um entusiasmo jovial. Ela conta que o número de mulheres e homens que já foram submetidos à modulação comprova toda base científica deste trabalho.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Enxaguante bucal com álcool possibilita o surgimento de câncer de boca


Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública de São Paulo mostra que a venda de enxaguatórios bucais no Brasil, cresceu 2.277% de 1992 a 2007. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, de 2002 a 2007, esse aumento foi de 190%.

O cirurgião-dentista Marco Antônio Manfredini, responsável pelo levantamento, alerta para a presença do álcool na composição do produto, pois este aumenta os riscos de câncer de boca e da faringe.

Ao contrário do que as pessoas acham, os enxaguatórios que “queimam” a boca não são os melhores, pois essa pequena ardência é causada justamente pela presença do álcool.

O álcool em si, não é um agente causador do câncer, mas existe uma enzima em nosso organismo, que o transforma em acetaldeído, substância essa, que pode alterar as células da boca, resultando em tumores.

A maioria dos enxaguatórios bucais comercializados no Brasil contém álcool. Algumas marcas chegam até, a ter 26%, sendo que muitas pessoas usam o produto diariamente. O ideal, de acordo com os dentistas, é escolher por enxaguatórios sem álcool.

Outras pesquisas realizadas em diversas partes do mundo apontam para o mesmo alerta. No Brasil, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os fabricantes são obrigados a informar a presença de álcool na embalagem do produto.

Fonte: Assessoria de Imprensa - Portal Educação

Pílula anticoncepcional pode interferir no resultado da malhação

Pesquisadores da Universidade do Texas testaram o efeito da pílula anticoncepcional em mulheres adeptas à atividade física. De acordo com os próprios técnicos, as usuárias deste medicamento ganham 40% menos músculo durante a malhação.

O efeito foi observado após 10 semanas de treino. As usuárias dos contraceptivos orais apresentaram um ganho muscular 40% menor, quando comparado às que não usavam o medicamento. As mulheres que participaram da pesquisa da Universidade tinham em torno de 20 anos de idade, medidas corporais e históricos de treinamentos físicos parecidos.

Nos treinos, que se repetiam três vezes por semana, as mulheres faziam 13 tipos diferentes de exercícios de 6 a 10 repetições. Durante o período de acompanhamento, as moças tinham sua massa magra avaliada por meio de pesagem hidrostática. Além destes dados, eram colhidas amostras de sangue para dosagens hormonais.

“As pílulas anticoncepcionais estão no mercado com uma combinação de hormônios. A maioria das mulheres em idade fértil faz uso, tanto para evitar uma gravidez indesejada, como para um problema de saúde (ovários policísticos, câncer de ovário e de endométrio). É essa ingestão de hormônios femininos que atrapalha o desenvolvimento da massa muscular”, esclarece a farmacêutica e tutora do Portal Educação, Jeana Mara Escher de Souza.

A mesma pesquisa mostrou que o efeito sobre os músculos depende do tipo de pílula que a mulher ingere. A composição hormonal dos medicamentos que estão no mercado é variada e tem efeitos diversos. O ideal é que a escolha da pílula seja feita após consulta com um ginecologista.
Fonte: Assessoria de Imprensa - Portal Educação

Dados sobre anemia levam governo a intensificar combate à doença


Brasília - Os resultados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher deixaram em alerta o Ministério da Saúde que pretende reforçar os programas de distribuição de sulfato ferroso e de vitamina A, principalmente nas áreas mais atingidas pelas duas doenças como o Nordeste, no caso da anemia e o Sudeste, no caso da deficiência em vitamina A.

Atualmente, o governo já distribui 8 milhões de frascos de xarope de sulfato ferroso para crianças e 250 milhões de comprimidos para mulheres grávidas em todo país.

De acordo com a coordenadora da secretaria de Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Ana Beatriz Vasconcelos, será criada ainda uma comissão para monitorar os índices de ferro e ácido fólico nas farinhas de trigo e de milho, adição determinada por lei desde 2004 e que passou a vigorar em 2005.

“Essa comissão vai se encarregar de acompanhar se os teores de ferro e ácido fólico são adequados como prevê a lei e ainda fiscalizar se os percentuais informados pelos rótulos estão corretos”, destacou.

A comissão funcionará nos mesmos moldes da já existente comissão de fiscalização do sal que, também por lei, deve ser adicionado de iodo.

O estudo realizado em 2006 demonstrou que 20,1% das crianças brasileiras com menos de 5 anos apresentam quadro de anemia e 17% apresentam deficiência de vitamina A. O levantamento ainda mostrou que a anemia em mulheres em idade fértil atingiu um índice 29,9% no país e 12,3% em relação à deficiência de vitamina A.

Ana Beatriz acredita que a pesquisa não chegou a registrar melhorias que podem ter sido obtidas após a adição obrigatória das substâncias preventivas da anemia nas farinhas. “A adição do ferro e do ácido fólico começou em 2005 e os dados da pesquisa são de 2006. Não se tem reflexos efetivos das políticas que foram iniciadas nesse governo nesses resultados. Os dados obtidos são linha de base para avaliação dessas ações no futuro”, explicou.

Além dessas medidas, o governo quer fazer uma ação específica para os estados da Região Sudeste que apresentaram um índice de 21,6% de deficiência de vitamina A entre crianças com menos de 5 anos.

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Pela gratuidade do ensino público

As autarquias de ensino superior, estaduais ou municipais, podem cobrar mensalidades de seus alunos? E as que funcionam em estados diferentes de sua sede? A proibição da cobrança de taxas de matrículas nas instituições públicas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com a aprovação da Súmula Vinculante da Educação nº 12/2008, suscitou tais questionamentos no meio jurídico.

Antes de aprofundar o assunto queria registrar que a Súmula em comento abrange tanto o sistema federal, mantidos pela União, quanto os sistemas estaduais de ensino, com suas autarquias municipais e estaduais. Assim, não existe soberania nas decisões dos Conselhos Estaduais de Educação, devendo todos se curvarem ao sistema constitucional brasileiro em vigor, consequentemente ao pacto federativo e as normas gerais da educação.


As autarquias de ensino superior, estaduais e municipais, não podem cobrar mensalidades, taxas, emolumentos ou qualquer outro nome que represente onerosidade aos seus discentes. Fundamento essa assertiva no artigo 206, da Constituição Federal de 1988: "O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: (...) IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.

"Todavia existe uma excepcionalidade no artigo 242 dos Atos das Disposições Constitucionais Gerais, "não se aplicando às instituições educacionais oficiais criadas por lei estadual ou municipal e existentes na data da promulgação da Constituição, que não sejam total ou preponderantemente mantidas com recursos públicos." Entretanto, não existe fora essa regra possibilidade de cobrança de mensalidades por instituições públicas criadas após a CF de 1988.

Para responder a segunda indagação devo ressaltar que existem instituições de ensino públicas, criadas antes da Constituição, por lei estadual ou municipal, mas que fogem a exceção da Carta Magna devido ao fato de oferecerem cursos de graduação fora de sua sede sem autorização do MEC e com cobrança de mensalidades. O que se configura de acordo com a legislação educacional em vigor como uma irregularidade, passível de sanções administrativas, penais e civis.


Por exemplo, a lei que cria uma autarquia universitária no estado Ceará ou Alagoas não tem validade em Pernambuco e vice-versa, mesmo que tenham sido antes da Constituição de 1988. A interpretação desse benefício deve ser restritiva, considerando que o objetivo constitucional é oferecer o ensino público gratuito e de qualidade. E não transformar o ensino público em privado.

A personalidade jurídica de direito público, na condição de "autarquia de ensino superior estadual ou municipal" nesses casos é apenas um engodo para mascarar o caráter mercantilista de entidade, uma verdadeira instituição caça-níqueis. Já os discentes, vítimas da cobrança abusiva de mensalidades em instituições públicas não-gratuitas tem direito/dever a pedir o ressarcimento dos valores pagos indevidamente. O ensino público deve ser gratuito - é o que diz a Constituição Federal, o resto é conversa fiada.


Manchete:Artigo assinado pelo superintendente acadêmico da Maurício de Nassau, Inácio Feitosa, publicado na edição de 28/04/2009 do Diário de Pernambuco.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Nota à imprensa: controle sanitário de influenza suína nos pontos de entrada

Na última sexta-feira (24), a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificou aos países membros sobre a ocorrência de casos humanos de influenza suína no México e nos Estados Unidos da América (EUA) e no dia 27/04, no Canadá. Esses casos foram declarados, pela OMS, como evento de Saúde Pública de Importância Internacional.

Com o objetivo de proteger e promover a saúde da população brasileira por meio do controle sanitário dos pontos de entrada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que:
- Todos os vôos procedentes do continente norte americano (México, Canadá e EUA) estão sendo monitorados e foi intensificada a vigilância de casos suspeitos em viajantes destes vôos;

- Viajantes procedentes do continente norte americano e do México estão recebendo informações por meio de informes sonoros dentro da aeronave e no saguão do aeroporto sobre os sintomas da doença e providências que devem ser adotadas junto às autoridades sanitárias locais em casos suspeitos;


- Fiscais da Anvisa estão distribuindo folder (pdf) com informações sobre a gripe suína e orientações sobre cuidados ao se deslocarem para as áreas afetadas e procedimentos frente a sintomas compatíveis com a doença;

- Em caso de identificação de casos suspeitos, o viajante permanecerá a bordo, juntamente com passageiros próximos a ele (2 fileiras a frente, 2 atrás e 2 de cada lado) para avaliação clínica e epidemiológica, e se necessário, encaminhamento para hospital de referência. Os demais passageiros serão liberados após receberem informações sobre a doença;

- Os fiscais da Anvisa estão orientando e fiscalizando as medidas de limpeza e desinfecção dos meios de transporte e das dependências dos pontos de entrada e a utilização de equipamento de proteção individual - EPI;

- O plano de preparação para uma pandemia de influenza é o instrumento que estabelece as ações dos órgãos envolvidos em ações de controle deste evento. No caso da identificação de algum suspeito, o fluxo de informação e encaminhamento deverá seguir o descrito no plano;

- Após o encaminhamento do caso suspeito para hospital de referência, o monitoramento clínico do paciente é feito pela Vigilância Epidemiológica Estadual ou Municipal;

- Todo viajante procedente do exterior deve preencher a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA) – declaração da Receita Federal do Brasil onde consta, também, informações sobre saúde. A DBA de passageiros vindos do México Canadá e EUA (parte da saúde),fica retida com a Anvisa para a necessidade de realização de busca ativa;

- Para portos e fronteiras foi intensificada a vigilância de casos suspeitos em meios de transporte.

FONTE: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Fármacos manipulados têm sido consumidos cada vez mais


Gisele Huf (INCQS) e Francisco José Roma Paumgartten (ENSP) foram os primeiros a se apresentarem na mesa redonda Viabilidade tecnológica da produção de medicamentos manipulados seguros e eficazes, que faz parte da oficina "Medicamentos manipulados: um desafio para a vigilância sanitária". A pesquisadora do INCQS explicou o quanto é difícil se estimar o uso de medicamentos manipulados a partir das receitas ou do consumo da população, e que esse controle é feito a partir do que é vendido nas farmácias. "Esse campo só cresce no Brasil. Cada vez mais a população passa a consumir tais medicamentos sem se preocupar com a qualidade deles".

Gisele revelou que entre os anos de 2000 e 2005 o INCQS recebeu amostras de medicamentos para que fossem feitas análises de seus conteúdos. Nesse período, foram relatados 51 casos de gravidade elevada com respeito ao consumo de medicamentos manipulados, causando oito óbitos – a maioria em crianças – e pelo menos 14 internações hospitalares. Em todos os casos os medicamentos apresentavam ou excesso de quantidade das substâncias prescritas ou até mesmo algumas que não constavam na prescrição original.

A pesquisadora acredita que o papel da agência reguladora será fundamental para mostrar ao paciente que é melhor utilizar o medicamento industrializado, aprovado pela Anvisa e fabricado com rigorosos controles de qualidade, do que se arriscar a tomar medicamentos que possam afetar a sua saúde e colocar sua vida em risco. Informou ainda que seria necessário que a agência criasse listas de substâncias liberadas ou não para manipulação, como uma das formas de controlar o mercado.

Já Francisco Paumgartten apresentou alguns dados estatísticos (em power point) a respeito do crescimento desse mercado no Brasil. Em 1998, existiam apenas 2100 farmácias de manipulação. Esse número mais que dobrou em quatro anos. Em 2002, estavam registradas 5200 farmácias. O mesmo ocorreu com especialistas em manipulação, que nesse período passaram de 8710 para 14560 profissionais.

Em um breve resumo, o pesquisador contou como se iniciou a questão do controle sobre as farmácias de manipulação por parte do governo. Em 2003, foram registrados óbitos de quatro crianças por uso inapropriado de medicamentos manipulados. Eles continham alto teor de clonidina, substância usada como estimulador de crescimento. Com o fato, a Anvisa estabeleceu a resolução RE 1621, que proibia o uso de medicamentos de baixo índice terapêutico. Entretanto, devido a pressões por parte desse mercado, a Anvisa voltou atrás e liberou sua comercialização.
Em 2004, novas mortes ocorreram na Bahia e em São Paulo. Um grupo técnico da Anvisa se reuniu para discutir a reformulação da RDC 33, sobre Boas Práticas de Manipulação. Entretanto, essa regulamentação ainda é falha, motivo pelo qual levou a Agência a instituir a Consulta Pública 31 (PDF), a fim de aperfeiçoar e adequar essa questão para uma melhor política nacional.

Paumgartten destacou ainda as principais diferenças entre medicamentos industrializados (produzidos em larga escala/linha de produção) e manipulados (menor escala e de forma artesanal). Entre os fatores destaca-se a questão do controle de qualidade, que é mais eficaz quando feito em produção de larga escala. "É difícil fazer um controle de qualidade em cima de medicamentos fabricados especialmente para consumo pessoal. Não há como", explicou o pesquisador. Há também a necessidade de se controlar as matérias primas/princípios ativos das substâncias que são utilizadas. Entretanto, afirma, isso é fácil de se fazer nas indústrias, mas nem sempre é possível garantir a qualidade deles nas farmácias de manipulação. E concluiu: "Tudo isso que estamos vendo nessa oficina é apenas uma pequena parte de um problema muito maior que existe em nosso país".

O documento final a ser construído nesta oficina de trabalho será acrescentado à consulta pública da Anvisa, com vistas a contribuir para uma proposta mais para a política de medicamentos manipulados no Brasil.
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP)