segunda-feira, 21 de junho de 2010

RESISTÊNCIA MICROBIANA AOS ANTIBIÓTICOS ACELERA NO MUNDO

Os esforços dos países desenvolvidos para melhorar a saúde nos países pobres através do fornecimento de cada vez mais tratamentos contra doenças infecciosas acelerará a resistência dos micróbios aos antibióticos, revela um relatório publicado nesta terça-feira.

Durante os últimos anos, as organizações governamentais desenvolvidas do mundo e os grupos privados de ajuda se mobilizaram para permitir que os países pobres tivessem acesso a tratamentos contra a malária, o vírus HIV da Aids ou ainda a tuberculose, destacou o estudo do Centro para o Desenvolvimento Global, uma organização não governamental (ONG) situada em Washington.

O acesso aos medicamentos antirretrovirais para o combate ao HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) está dez vezes maior, para os remédios contra a malária a razão é de oito vezes, enquanto que para os antibióticos contra a tuberculose o acesso ficou ainda maior, precisaram os autores do relatório.

A distribuição abundante desses tratamentos certamente salvou inúmeras vidas, mas também influenciou na crescente resistência dos patógenos dessas doenças infecciosas, o que poderia ter sido evitado com um controle maior, acrescentaram.

"A resistência aos antibióticos é um fenômeno natural, mas que não é levado a sério no momento da distribuição e da utilização dos medicamentos, acelerando o processo", lamentou Rachel Nugent, presidente do grupo de trabalho que preparou o relatório chamado "Corrida contra a resistência aos tratamentos".

A resistência aos medicamentos anti-infecciosos mata milhões de crianças a cada ano em países desenvolvidos, destacou o documento.

Desde 2006, os organismos de ajuda gastaram mais de 1,5 bilhão de dólares em novos tratamentos para o combate aos patógenos que se tornaram resistentes aos remédios existentes.

Na falta de medidas extremas, a mortalidade devido à resistência aos anti-infecciosos e o custo dos tratamentos vão continuar a subir, preveem os especialistas.

Fonte: Folha.com

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Saúde abre seleção para estagiários para o Citox

A Secretaria Estadual de Saúde, através do Centro de Informações Toxicológicas da Diretoria Estadual de Vigilância Sanitária abre na próxima segunda-feira (14), as inscrições para o teste seletivo para estagiários. Esse ano, a novidade é que além dos estudantes do curso de Medicina, serão selecionados ainda estudantes do curso de Farmácia. As provas acontecerão no próximo dia 26.

Serão selecionados cinco alunos do curso de Medicina do 5º e 6º períodos e dois do curso de Farmácia do 6º e 7º períodos. O estágio terá duração de doze meses, a carga horária será de 24h semanais e terá remuneração de R$ 300,00 mensais. “Muito mais que o auxílio financeiro, os alunos selecionados têm oportunidade de aprender no único centro do estado que trabalha na assistência de informação toxicológica. Além disso, eles serão acompanhados por profissionais Médicos e Farmacêuticos”, destaca a diretora da Vigilância Sanitária Estadual, Tatiana Chaves.

Para inscrição, os candidatos deverão apresentar os seguintes documentos: comprovante de matrícula, histórico escolar da graduação, cópias da Identidade, CPF e comprovante de endereço. As inscrições devem ser deitas na própria Divisa, que fica na Rua 19 de novembro, 1865, bairro Primavera. A taxa de inscrição são dois quilos de alimentos não perecíveis. Mais informações pelo telefone 3216-3660.

O Centro de Informações Toxicológicas funciona 24h prestando informações sobre intoxicações causadas por animais venenosos, como cobras e escorpiões, plantas tóxicas, praguicidas e medicamentos. Tanto vítimas de intoxicação como profissionais de saúde podem recorrer ao centro pelo telefone 0800 280 3661. O Citox conta com uma equipe de médicos e farmacêuticos especializados na área e preparados para pretsar informações de emergência.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde do Piauí

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vergonhoso...


Neste domingo, 22 de Maio, na quadra do espaço MP3 ocorreu mais uma rodada da Farmacopa. Com destaque para a seleção de pernas de pau os Piratas - o pior time de todas as Farmacopas, nem o time dos Renegados, que perderam de 10 x 0 dos Invisíveis, não foi pior que a campanha vergonhosa dos Piratas. A frente dessa máquina de vergonha estar o Organizador da competição Zé Felipe. O cara é um paradoxo - consegui ser ruim e artilheiro - com uma pitada de sorte e contribuição dos goleiros....detalhe empataram com os calouros, não desmerecendo o time novatos, mas todos sabem que os calouros nas competições, dificilmente conseguem evoluir no primeiro campeonato....como pode isso? Não sabemos. Mas, presenciamos um promissor jogador, aliais, organizador de Competições.

Lembrando que o time da FACID considerado como um dos favoritos ao título entrou todo de salto alto, porém caiu do salto perdendo dos Formados. Muito bom...continuem assim. A dúvida é :

E se gostarem do salto?

Assinado: Observatório da Farmacopa

quinta-feira, 20 de maio de 2010

MÁ AVALIAÇÃO NA PRESCRIÇÃO PODE INTERFERIR NO CONSUMO DE REMÉDIOS

"O padrão de uso de medicamentos entre idosas com mais de 60 anos é bastante influenciado pela prescrição médica, e sua qualidade é prejudicada pela baixa seletividade do mercado farmacêutico", foi o que constatou a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) Suely Rosenfeld, no artigo Avaliação da qualidade do uso de medicamento em idosos, publicado no volume 33 da Revista de Saúde Pública. O estudo visou avaliar a qualidade do uso de medicamentos por meio da análise do padrão do uso, do grau de concordância com a lista de medicamentos essenciais, do valor terapêutico e das interações medicamentosas encontradas entre mulheres idosas.

De acordo com Suely, no trabalho optou-se por estudar o uso de medicamentos entre idosas que participam de atividades realizadas em um centro de convivência de idosos, a Universidade Aberta da Terceira Idade da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Unati/Uerj), com acesso à assistência médica e farmacêutica regular, inscritas nos arquivos da Unati entre 1992 e 1995. "Pretendeu-se avaliar a qualidade do uso de medicamentos nessa população por meio de indicadores capazes de identificar o padrão do uso, quantificar e analisar os medicamentos, as combinações em doses fixas, as redundâncias e as interações medicamentosas consideradas impróprias", apontou a autora.

A pesquisadora explicou que, para a realização do estudo, foram pesquisadas 634 mulheres que frequentavam a Unati. Os dados foram coletados por meio de questionários padronizados e testados. "As variáveis utilizadas foram relativas aos medicamentos e a seu modo de utilização. As unidades de análise foram o medicamento e o indivíduo", destaca. Segundo Suely, diferentes estudos de avaliação do uso de medicamentos constataram que, além da utilização de um grande número de especialidades farmacêuticas entre os idosos, há prevalência do uso de determinados grupos de medicamentos, como: analgésicos, anti-inflamatórios e psicotrópicos.

Para a autora, assim como o número de indivíduos idosos vem aumentando, o consumo de medicamentos por essa população acompanha essa tendência. Os idosos são, possivelmente, o grupo etário mais medicalizado na sociedade, devido ao aumento de prevalência de doenças crônicas com a idade. Suely expõe ainda que "os idosos chegam a constituir 50% dos multiusuários. É comum encontrar em suas prescrições dosagens e indicações inadequadas, interações medicamentosas, associações e redundância (uso de fármacos pertencentes a uma mesma classe terapêutica) e medicamentos sem valor terapêutico". Esses fatores podem gerar reações adversas aos medicamentos, algumas delas graves e fatais, alerta a pesquisadora.

Segundo Suely, o resultado encontrado apontou que das 634 mulheres estudadas, 9,1% não tomam qualquer tipo de medicamento. A média de medicamentos consumidos foi de 4,0 por mulher e, das 2.510 especialidades farmacêuticas citadas no estudo, há 538 princípios ativos diferentes. "Aproximadamente 26% dos medicamentos são concordantes com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), e 17% com as da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais. Aproximadamente 17% dos medicamentos são inadequados para uso. No que diz respeito a redundâncias, 14,1% das mulheres podem sofrer consequências decorrentes desse evento. Quanto às interações medicamentosos, 15,5% das entrevistas estão expostas a principais interações", constatou a pesquisadora.

Importância da prescrição médica na qualidade medicamentosa

O estudou revelou a importância de uma avaliação adequada no momento da prescrição, pois tais associações só tendem a aumentar a incidência de efeitos adversos. A prescrição médica é um dos fatores capazes de interferir na qualidade e na quantidade do consumo de medicamentos; o profissional de saúde responsável pela prescrição deve possuir e usar uma série de informações, como dose, custos, via de administração, efeitos adversos e eficácia, no momento de prescrever. A pesquisadora destacou ainda que "a indústria farmacêutica e seu marketing poderoso são responsáveis pela prescrição e consumo de medicamentos sem eficácia estabelecida e desvinculados da realidade nosológica da população".

De acordo com a autora, conclui-se que como a decisão médica a respeito dos medicamentos envolve, além dos fatores supracitados, as opções de medicamentos existentes no mercado, os organismos responsáveis pela aprovação de novos medicamentos devem assegurar a oferta de produtos seguros e eficazes já no registro. "A utilização de medicamentos genéricos deveria ser levada em conta por qualquer sociedade que desejasse vivenciar uma política racional de uso de medicamentos. A população e os profissionais de saúde devem exigir das autoridades sanitárias medidas concretas, no sentido de impedir, ou ao menos diminuir, a presença no mercado de produtos perigosos para a população", adverte Suely.

Para a pesquisadora, programas específicos de atenção ao idoso, como as universidades da terceira idade, podem ser importantes locais para realização de programas assistenciais, de educação continuada e de pesquisas, e também centros de referência de estudos e formação de recursos humanos. "Atividades educativas, tanto para os profissionais quanto para os alunos, podem ser realizadas buscando-se o aprimoramento do uso de fármacos pelos idosos. Tais informações poderiam ser transmitidas por meio de vídeos, palestras e cursos, com ênfase especial no papel que o farmacêutico pode desempenhar como educador", destacou Suely.

Fonte: Agência Fiocruz

terça-feira, 11 de maio de 2010

Médicos falam sobre o uso da pílula anticoncepcional na adolescência


Método contraceptivo completa 50 anos nesta terça-feira

A pílula anticoncepcional completa 50 anos nesta terça-feira (11). Em 1960, a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, legalizou a primeira pílula contraceptiva da história e, desde então, muita coisa mudou na vida das mulheres. A criação do hormônio é considerada um dos marcos da revolução feminina.

Com o medicamento, elas passaram a decidir quando querem engravidar, fato que causou um grande choque para a geração conservadora da época. De lá para cá, muita coisa mudou e, atualmente, por causa da antecipação do início da vida sexual, até adolescentes passaram a tomar a pílula.

Segundo especialistas, não há problema em adolescentes usarem o método contraceptivo, pois existem pílulas com baixa dosagem de hormônio que não possuem contra-indicações. A doutora Albertina Duarte, uma das ginecologistas mais badaladas do Brasil e coordenadora do programa de saúde do adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, comenta sobre o uso da pílula da adolescência.

- Hoje existem pílulas de dosagem [hormonal] muito baixa. Então há pouca contra-indicação médica. Só é aconselhável é que a adolescente espere pelo menos um ano depois da primeira menstruação [para tomá-las], para conhecer o seu ritmo hormonal.

Entretanto, a ginecologista afirma que muitas jovens estão tomando a pílula do dia seguinte ao invés de optar pela tradicional pílula de cartela inteira. Como explica Albertina, a mania não é nada saudável para as garotas.

- Tem muitas meninas que tomam a pílula do dia seguinte três ou quatro vezes ao mês. A dosagem deste método contraceptivo é maior do ue a das pílulas de antigamente e é como se as jovens tomassem meia caixa de pílulas em um dia só. O ideal para o adolescente é a baixa dosagem de hormônio.

A médica ainda ressalta que o importante é “não ter uma gravidez indesejada”.

- Não engravidar é o mais importante. Usar a pílular não deve ser motivo para maiores preocupações.

Desta maneira também pensa o Dr. José Maria Soares Junior, chefe do Ambulatório de Ginecologia da Infância e da Adolescência da Unifesp. Para o médico, “a pior coisa que tem é a gravidez na adolescência”.

- A paciente deixa de estudar, passa por problemas econômicos e muitas vezes não faz o pré-natal [exames feitos durante a gravidez para garantir a saúde do bebê] ou faz muito tarde.

A Dra. Felisbela Soares de Holanda, ginecologista também da Unifesp, também acha que “uma gravidez indesejada na adolescência é um problema maior do que o uso do anticoncepcional”. Entretanto, a médica conta que muitas meninas usam o medicamento sem prescrição médica.

- A grande maioria usa anticoncepcional e não procura um ginecologista. As garotas optam por aquele que a irmã mais velha ou a amiga toma. Mas talvez não seja o hormônio mais apropriado para elas, pois o médico tem que prescrever a melhor escolha. O importante é que tenha baixa dosagem.

Luciana Mello, de 19 anos, toma a pílula anticoncepcional desde os 16. A garota conta que passou a usar o método contraceptivo quando iniciou a sua vida sexual e porque não queria engravidar.

- Eu comecei a tomar por causa das relações sexuais mesmo e acho bom para evitar a gravidez.

A jovem ainda explica que “nem imagina” como seria a sua vida sem o uso do hormônio e afirma que, além de prevenir uma gravidez indesejada, a pílula regula o seu ciclo menstrual.

Fonte:R7

sexta-feira, 7 de maio de 2010

TESTE IDENTIFICA LEPTOSPIROSE EM APENAS 15 MINUTOS




Pesquisadores da unidade baiana da Fundação Os­­waldo Cruz de­­senvolveram um teste rápido para diagnóstico da leptospirose, doença infecciosa provocada pela bactéria leptospira, presente na urina do rato. Com uma gota de sangue do paciente, em 15 minutos os médicos poderão conhecer o resultado e iniciar o tratamento adequado. O exame convencional, recomendado pela Organização Mundial de Saúde, leva 15 dias para ficar pronto.

A ideia para o teste rápido surgiu na epidemia de dengue de 1996, em Salvador. “Todo indivíduo com febre, dor de cabeça, dor muscular – sintomas que podem ser de hepatite, leptospirose ou até mesmo gripe – era tratado para dengue”, lembra um dos coordenadores do projeto, Mitermayer Galvão dos Reis.

Naquele ano, o Hospital Couto Maia recebeu 303 pacientes com quadro grave de leptospirose, quan­­do já há insuficiência renal aguda. Desses, 40% haviam recebido diagnóstico para dengue. O teste rápido foi feito a partir do soro sanguíneo colhido de pacientes com leptospirose. “Usamos técnicas da biologia molecular para identificar componentes da bactéria leptospira que são capazes de produzir anticorpo, o antígeno”, ex­­plica Reis.

Uma gota de sangue do dedo do paciente é depositada no aparelho, que se assemelha aos testes de gravidez. Quando o sangue e o antígeno reagem, sur­­ge a coloração rosa, caso o re­­sultado seja positivo. “O mé­­dico ou seu assistente po­­dem fazer o exame. Isso evita que o paciente volte para casa com diagnóstico errado, que piore e retorne aos hospitais, precisando de hemodiálise”, diz Reis, cujo pai morreu em 1975, sem que os médicos conseguissem diagnosticar se ele sofria de hepatite ou leptospirose.

“Minha motivação é que possamos salvar os pais de ou­­tras pessoas”, afirma Reis. O teste rápido será submetido à Agência Nacional de Vigi­lância Sanitá­ria (Anvisa) em junho. A estimativa é que o Ministério da Saúde possa encomendar os testes à Fio­cruz a partir do fim do ano. O trabalho foi feito em parceria com a Universidade de Cor­nell e da Califórnia.

Fonte: Gazeta do Povo

PRESIDENTE DO CRF-PI COMENTA DECISÃO DO STJ QUE BENEFICIA ABRAFARMA E FEBRAFAR


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, em caráter liminar, que as redes de farmácias e drogarias do país poderão voltar a vender produtos alheios à saúde. O ministro Ari Parglender deu ganho a um pedido feito pela Abrafarma e pela Febrafar, contrariando uma decisão judicial anterior que dava razão à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Piauí (CRF-PI), Osvaldo Bonfim, lamentou a decisão. “Entendemos que a proibição de venda desse tipo de produto transforma as farmácias e drogarias em estabelecimentos de saúde”, explica o presidente do CRF-PI.

Na decisão o STJ manteve a regra de colocar os medicamentos sem prescrição atrás do balcão. “Isso é muito bom, porque ajuda no combate à automedicação, costume que é tão prejudicial à saúde da população”, acrescentou Osvaldo Bonfim.

Fonte: CRF-PI

sexta-feira, 30 de abril de 2010

STJ derruba patente do Viagra


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quarta-feira (28) que a patente do Viagra vence no dia 20 de junho. Até essa data, o laboratório Pfizer tem exclusividade na produção e comercialização do medicamento. Após esse dia, a fórmula será de domínio público e uma versão genérica poderá ser fabricada.

A decisão foi tomada por cinco votos a um, pela Segunda Seção do STJ. Apenas o ministro Luis Felipe Salomão se posicionou contra o voto do relator, o ministro João Otávio de Noronha. "O relator concluiu que a legislação brasileira determina que a proteção dos produtos patenteados pelo sistema pipeline é calculada pelo tempo remanescente da patente original, a contar do primeiro depósito no exterior", informa o STJ. O prazo de validade de uma patente no Brasil é de 20 anos. Segundo Noronha, a primeira patente do Viagra foi feita em 1990, na Inglaterra. O laboratório diz que entrou, sim, com o pedido de patente na Inglaterra em 1990, mas abandonou o processo e entrou novamente com uma solicitação em 1991 no Escritório Europeu de Patentes, que abrange toda a Europa.

O recurso julgado nesta quarta-feira (28) foi interposto pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região que manteve a validade da patente até o dia 7 de junho de 2011. O laboratório poderá recorrer da decisão do STJ.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), Odnir Finotti, afirmou que a forma genérica do Viagra poderá ser até 35% mais barata e a decisão do STJ deve permitir a chegada de genéricos já em junho. "Já há uma grande movimentação no mercado, quatro empresas estão interessadas em vender o produto", afirmou. "Provavelmente no dia seguinte à data que vence a patente (20 de junho), já teremos o genérico."

O medicamento, usado contra a disfunção erétil, é o segundo mais vendido da categoria, perdendo apenas para o Cialis. A cartela com dois comprimidos custa R$ 66,76 - é o teto permitido pelo governo, por meio do Preço Máximo ao Consumidor (PMC).

O outro lado

O laboratório Pfizer divulgou nota se posicionando contra a decisão do STJ e disse que "acata, mas respeitosamente discorda da decisão do Tribunal" e que se manifestará "após tomar conhecimento do inteiro teor da decisão."

Segundo a Pfizer, a patente só devia expirar em junho de 2011. Segundo a empresa, o primeiro pedido de patente, depositado na Inglaterra em 1990, não foi concluído. O registro só teria sido realizado em junho de 1991, em escritório da União Europeia.

Fonte: Revista Época

terça-feira, 27 de abril de 2010

TWITTER AJUDA A DISSEMINAR DADOS INCORRETOS SOBRE ANTIBIÓTICOS


O Twitter, rede social em que os participantes publicam mensagens curtas, vem sendo usado para disseminar informações incorretas sobre o uso de remédios, principalmente antibióticos, revela uma pesquisa da Universidade Columbia, publicada no "American Journal of Infection Control".

Embora muitos profissionais e instituições utilizem o serviço da internet para divulgar informações sérias, o objetivo dos pesquisadores era explorar evidências de uso inadequado de medicamentos e avaliar como as pessoas partilham esse tipo de informação no Twitter.

Entre março e julho de 2009, eles analisaram o conteúdo de mais de 50 mil "tweets", ou mensagens, que mencionavam a palavra antibióticos. Depois, selecionaram mil deles, que foram categorizados em grupos conforme o assunto abordado --como uso geral, efeitos colaterais e conselhos sobre tratamentos. Indícios de mau uso foram detectados a partir da busca de combinações de palavras como gripe e antibióticos ou resfriado e antibióticos -o uso de antibióticos não é recomendado nesses casos porque são doenças virais.

Fonte: Folha Online

GOVERNOS DESPERDIÇAM R$ 1 BILHÃO COM MEDICAMENTOS

BRASÍLIA - Os governos federal, estaduais e municipais desperdiçam todo ano cerca de R$ 1 bilhão com medicamentos. A estimativa é do Conselho Federal de Farmácia (CFF), que calcula que, em média, 20% dos remédios comprados no varejo pelo poder público e pelos hospitais privados são desperdiçados anualmente. Isso acontece, segundo o conselho, por falhas na aquisição e no armazenamento dos remédios e por problemas na gestão dos produtos. É o que informa a reportagem de Catarina Alencastro, publicada na edição do GLOBO deste domingo.

De acordo com a matéria, os consumidores contribuem com o desperdício. O Conselho avalia que, por ano, uma família de classe média com quatro pessoas joga fora em torno de R$ 60 em medicamentos vencidos. Outros problemas relacionados à ineficiência da gestão farmacêutica são o alto índice de intoxicação, o uso irracional de medicamentos e a não adesão de pacientes aos tratamentos. Em 2007, 30,3% dos casos de intoxicação registrados no Brasil foram causados por uso inadequado de remédios, como superdosagem e automedicação. Naquele ano, segundo dados da Fiocruz, 34.068 pessoas apresentaram intoxicação medicamentosa.

O Ministério da Saúde informou que, embora a maior parte dos recursos para aquisição de medicamentos distribuídos gratuitamente pelo SUS parta de seus bolsos, não é possível controlar se os produtos chegam aos pacientes. Segundo o ministério, o governo federal monitora somente a execução do dinheiro encaminhado para que estados e cidades comprem os remédios. A União compra somente medicamentos estratégicos, para doenças como Aids, hepatite e tuberculose. Embora o ministério tenha estoques desses remédios, não soube informar quanto é desperdiçado. Em 2005, no entanto, 69 lotes de 18 tipos de medicamentos estavam com a validade vencida, resultando num prejuízo de mais de R$ 16 milhões aos cofres públicos. Na ocasião, o ministério explicou que a maior parte das aquisições tinha sido feita pelo governo anterior.

Fonte: O GLOBO online

terça-feira, 13 de abril de 2010

CIENTISTAS COMPROVAM EFICÁCIA DO ARSÊNICO NO TRATAMENTO DE LEUCEMIA

Cientistas chineses do laboratório estatal de genética de Xangai comprovaram os benefícios do arsênico para o tratamento da leucemia, informa neste sábado o oficial "China Daily".

O arsênico, substância tóxica para o ser humano, demonstrou utilidade para eliminar de seu organismo determinadas proteínas que ajudam a manter "vivo" o câncer, explicou o chefe da equipe de pesquisa, Zhang Xiaowei.

Conforme Zhang, o uso de arsênico causa ao paciente menos efeitos colaterais do que a quimioterapia, como a perda de cabelo e a alteração das funções da medula espinhal.

O médico destacou que sua equipe continua estudando os efeitos do arsênico no campo oncológico, especialmente com o objetivo de utilizá-lo na luta contra outros tipos de câncer.

Durante séculos, o arsênico foi visto apenas como veneno, mas na China há mais de 2 mil anos esta substância é um ingrediente comum na medicina.

O uso arsênico no tratamento da leucemia começou em centros médicos chineses em 1992, mas a equipe de Xangai foi a primeira a demonstrar cientificamente a eficiência desta prática, que em outros países é vista com reticência pelo caráter tóxico da substância.

De acordo com Zhang, 90% dos pacientes chineses com casos graves de leucemia viveram mais cinco anos depois do tratamento com esta substância, cujo uso também é estudado por médicos americanos.

Fonte: Site da SBAC

Comércio X Serviços Farmacêuticos

A oferta de grandes descontos por parte de redes de farmácias e drogarias atormenta farmacêuticos proprietários de pequenas farmácias. Especialistas garantem que só há uma alternativa para que os profissionais mantenham seus estabelecimentos vivos e continuem a embalar os seus sonhos de serem farmacêutico-empresários capacitados a prestar bons serviços de saúde à população: é dominar as próprias ferramentas do comércio. Mas sem perder de vista as questões éticas.

Uma senhora de aproximadamente 40 anos entra em uma farmácia e é recebido pelo seu proprietário, um farmacêutico bem preparado e desejoso de servi-la. Ela pergunta se há amoxilina de 500mg, ao que ele responde, afirmativamente. O farmacêutico pede-lhe a receita e inicia um diálogo com a paciente. Seria o começo do serviço de assistência farmacêutica que o profissional queria prestar-lhe, quando ela o interrompe, bruscamente, e pergunta: “O senhor me dá quanto de desconto! No outro quarteirão, a farmácia (de uma rede) me dá desconto de quase 60%.”

A questão levantada secamente pela mulher e o seu desinteresse em receber o serviço que o profissional queria prestar-lhe são um conflito cotidiano que, muitas vezes, dão um nó na cabeça de farmacêuticos proprietários de pequenas farmácias e remexem profundamente com eles. Bate lá na alma e remete a questões com raízes muito mais profundas.

A cena passada ao balcão da farmácia, em verdade, acumula um vasto número de itens que, no caso do farmacêutico-empresário, passa primeiramente pela ética profissional e pelos seus conhecimentos técnico-científicos; pela sua consciência social de profissional da saúde que precisa prestar assistência farmacêutica; por questões econômicas, pelo marketing, pela necessidade de lucro e outros e desencadeiam uma sucessão de tópicos que agem dentro de uma interdependência, formando uma corrente que, se tiver um único elo rompido, pode empurrar a vida da farmácia e o sonho empresarial para o precipício.

A colisão entre ética e lucro é velha, mas, desta vez, esta sendo levada a uma nova magnitude, mesmo por que as formas comerciais e suas ferramentas são muito modernas, ágeis e alcançam um universo de consumidores cada vez maior. Os estudiosos da área afirmam que farmácia nenhuma sobrevive à ausência dessas ferramentas.

Fonte: SIFEP

quinta-feira, 11 de março de 2010

Anvisa regulamenta medicamentos fitoterápicos

A agência decidiu regulamentar a produção e a comercialização desses produtos e também estabeleceu o modo de usar cada fitoterápico, para o que serve e possíveis efeitos colaterais.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária regulamentou a produção e a venda de medicamentos fitoterápicos. São aqueles feitos à base de plantas.

Chá de quebra-pedra para inflamações urinárias e para evitar a formação de pedra nos rins. O boldo é indicado para o fígado e famoso por curar ressacas. A semente de sucupira funciona como um antiinflamatório que combate reumatismo e artrite. A folha de alcachofra e a semente de girassol reduzem os níveis do mau colesterol no sangue.


Funciona, nunca tive dúvida”, afirmou um senhor.

São os poderes terapêuticos das plantas que já foram reconhecidos por muitos médicos. Esses medicamentos naturais sempre foram utilizados de acordo com a sabedoria popular. De agora em diante, o consumidor vai receber uma orientação oficial da Agência de Vigilância Sanitária, que decidiu regulamentar a produção e a comercialização desses produtos.

A Anvisa também estabeleceu o modo de usar cada fitoterápico, para o que serve e possíveis efeitos colaterais.

O capim cidreira, por exemplo, é recomendado para cólicas intestinais e uterinas, mas pode aumentar o efeito de medicamentos calmantes.

A arnica é indicada para contusões e hematomas, só que se usada por mais de sete dias pode provocar irritação da pele.

O alho ajuda a combater o colesterol alto e atua também como expectorante, mas deve ser evitado por pessoas com gastrite, pouco açúcar no sangue ou pressão baixa.

A lista da Anvisa levou em conta o que cientificamente já está provado. “Você vai ter todas as informações na embalagem de uma forma clara e precisa. A população vai ter 66 chás a mão para que ela possa usar com conhecimento e responsabilidade”, declarou Sérgio Panizza, presidente do Conselho Brasileiro de Fitoterápicos.

Muito melhor do que você ficar tomando remédio por conta própria. Geralmente é o que acontece. Antes de você ir no médico, você já compra o produto, porque saiu numa revista, porque viu na internet, porque a amiga falou”, disse a estudante Lucinéia Nascimento.

Fonte: JN

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Anvisa proíbe farmácias de colocar medicamentos ao alcance de clientes

Resolução determina ainda a não comercialização de bebidas e lanches nos estabelecimentos.

A partir de hoje (18), farmárcia e drogarias estão proibidas de colocarem medicamentos em gôndolas ao alcance dos clientes, segundo a RDC 44. A resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) completa 6 meses de publicação, prazo dado pela instituição para que entre em vigor.

O documento determina ainda que os estabelecimentos não mais comercializem bebidas, sorvetes, salgadinhos ou qualquer outro produto de conveniência. A decisão pretende fazer das farmácias estabelecimentos exclusivos de saúde, sem a intervenção de demais setores, segundo informa a diretora da Vigilância Sanitária no Piauí, Tatiana Chaves.

Por enquanto, no Piauí, a Vigilância não está autuando as farmárcias, apenas alertando e instruindo empresários e clientes. "Estamos fazendo a conscientização da importância dessas resoluções. O maior número de intoxicações no Brasil é causado por medicamentos usados inadequadamente. Essa decisão reduziria consideravelmente esse tipo de ocorrência", afirma a diretora. Os remédios devem ficar agora atrás do balcão do farmacêutico para que este faça a entrega mediante a receita e indicações. Isentam-se dessa resolução os medicamentos fitoterápticos, tópicos e de notificação simplificada, ou seja, aqueles com menos reações adversas.

Depois da fase instrutiva, a orientação é que as vigilâncias municipais atuem de forma punitiva. As farmácias que descumprirem a resolução estão sujeitas a multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, além de outras penalidades que incluem até o cancelamento do alvará de funcionamento do local.


A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) concedeu a 18 estados uma liminar que desobriga o cumprimento da resolução. A diretora estadual informa que, até o momento, não foi comunicada do documento, portando a medida vale para todos os estabelecimentos fo Piauí.


Tatiana segue essa semana para Brasília, onde a Anvisa reunirá todos os diretores estaduais. Na reunião, serão discutidas as principais providências a serem tomadas sobre a RDC 44.

Fonte: Cidadeverde.com

domingo, 24 de janeiro de 2010

Imprensa, pandemias e lobby farmacêutico


A polêmica está criada e ela se justifica plenamente: a pandemia de gripe suína se transformou num negócio espetacular para a indústria farmacêutica; há, em muitos países, doses de vacina em estoque saindo pelo ladrão e a mídia (em todo o mundo) fez o jogo do bandido.

Passados alguns meses do pânico que se instalou planetariamente (e também por aqui) sobre a gripe suína, fica mais fácil perceber que autoridades, jornalistas, laboratórios e até organizações tidas como sérias (a OMS está sob suspeita há um tempão) acabaram se enredando num jogo que, mais do que contemplar a saúde (ou a doença, que tem sido o foco da mídia), serviu para aumentar o lucro da poderosa indústria da saúde que, repetidamente, atenta contra o bolso e a ética.

Quem já teve a curiosidade de ler o excelente livro de Marcia Angel sobre a indústria farmacêutica (conhecida pela alcunha de Big Pharma), aqui publicado pela Editora Record, sabe que o seu negócio, como de toda indústria predadora, é prioritariamente o lucro e que, apesar do discurso, alguns de seus representantes farão qualquer coisa para aumentá-lo.

Ninguém deve ignorar que parcela considerável dos investimentos da indústria da saúde vai para a propaganda/marketing e que o lobby é formidável sobre governos, parlamentares e sobretudo pesquisadores e profissionais de saúde, muitos, infelizmente, a seu serviço. Há relatos sobre pesquisadores que chegaram a assinar (por grana, obviamente) artigos que não eram de sua autoria (mas de laboratórios) para burlar a vigilância de revistas médicas de prestígio e o terreno nesta área é absolutamente contaminado, com tráfico de influência, ameaças, pressões de toda ordem, para fazer valer os interesses formidáveis de quem fabrica medicamentos (certo, há exceções, mas elas apenas confirmam a regra).

Artigos e reportagens recentes indicam a estratégia utilizada durante a anunciada pandemia de gripe suína (ninguém está dizendo que a doença era brincadeira) foi efetivamente gerar desinformação, estimular rapidamente a compra de vacinas por governos e até influir no uso inadequado de doses excessivas sem eficácia comprovada (mas que aumentaram em muito o lucro dos fornecedores de remédios).

A este respeito, é ilustrativo o artigo do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, dr. Reinaldo Guimarães, publicado recentemente no Valor Econômico sob o título "O grande negócio da pandemia de influenza" (15 a 17/01/2010, p. A10). Nele, o especialista demonstra a relação estreita entre os laboratórios e o mundo da biotecnologia e, com isso, a aproximação/apropriação da produção de vacinas.

Nele, também condena a imprensa mundial pela sua cobertura sensacionalista, com influência decisiva sobre os governos que, por isso aceitaram preços nada favoráveis para compra em massa. Diz ele: "A cobertura midiática e a emergência objetiva estabeleceram um quadro de "pegar ou largar" que foi decisivo para uma fixação de preços difícil de ser justificada em termos de custos reais. Apenas para exemplicar, em média, o preço da dose das vacinas pandêmicas (todas as procedências) é o dobro do que tem sido pago pela dose da vacina sazonal. Difícil de explicar se considerarmos que a pandêmica possui apenas um antígeno, as sazonais possuem três e a tecnologia é a mesma, essencialmente."

A OMS, por estar à frente desta estratégia e incentivar o uso da vacina, está sendo investigada e já se dispôs a rever regras de pandemia. Reportagem publicada pelo Estadão e de autoria de Jamil Chade, correspondente em Genebra, sinaliza para o encalhe brutal de vacinas compradas às pressas e para conflitos de interesses. Por exemplo, um jornal escandinavo acabou descobrindo que um membro do Grupo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage), o finlandês Juhani Eskola, recebeu em seu Instituto mais de 9 milhões de dólares em financiamento da GlaxoSmithKline, uma das empresas que fabricam a vacina contra a gripe. Outro especialista, o holandês Albert Osterhaus, também está sendo acusado de relação com a indústria, já que recebeu bolsas , financiamento e contribuições da GSK, Sanofi, Novartis etc. Enfim, tem gato na tuba, como se costuma dizer por aqui.

Neste momento, na nossa terrinha, o governo está desencadeando uma batalha imensa para impedir que a Big Pharma consiga estender a patente de alguns medicamentos, estratégia bastante conhecida para impedir que apareçam concorrentes, inclusive genéricos, e que, com isso, possam continuar auferindo lucros escandalosos. Remédios de uso contínuo e voltados para pessoas que podem (???) pagar são absurdamente caros por aqui. Entre os medicamentos que estão inseridos no embate, destacam-se o Viagra, o Plavix, o Lípitor, o Diovan , o Zyprexa, ou seja líderes ou que estão entre os mais vendidos no Brasil para suas indicações.

Temos denunciado, assim como outros colegas independentes, a ação nefasta da indústria da saúde (você assistiu ao filme O jardineiro fiel?) e é de se esperar que mais colegas jornalistas abram o olho com informações aparentemente técnico-científicas que se originam de fontes também aparentemente insuspeitas.

Exemplo de bom jornalismo pode ser visto na reportagem de Milagros Pérez Oliva, no jornal El País onde um laboratório tentou, com apoio de representantes da comunidade científica, entidades e profissionais de saúde, enganar a imprensa, para divulgar um medicamento aclamado como inovador e que não merecia este rótulo.

Enfim, olho vivo com a indústria da saúde porque ela está, com as exceções de praxe, de olho apenas no seu bolso, pouco se importando para a nossa qualidade de vida. Os exemplos de afronta à ética, à cidadania, se contam aos milhares em todo o mundo e volta e meia um remédio é recolhido pelos seus efeitos nocivos, geralmente muito depois de ter dado lucros bilionários para os laboratórios fabricantes.

Nada de publicar release de laboratório, nada de fazer o jogo da indústria da saúde, nada de acreditar que os congressos ou eventos dessa área, patrocinados pela indústria farmacêutica, são isentos. Repetindo mais um ditado: por fora, bela viola e , por dentro, pão bolorento.

Em tempo: os representantes sérios da indústria farmacêutica certamente lerão este artigo sem colocar a carapuça. Já os que têm rabo preso, espero que fiquem mesmo incomodados com o alerta. Desconfiar sempre, gente. Não existe almoço grátis.

Fonte: Portal Imprensa

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

10 tipos de medicamentos faltam na famárcia dos Excepcionais no Piauí

Sesapi diz que fornecedores estão fazendo “jogo político” com medicamentos excepcionais.

A diretora da Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi), Maria do Espírito Santo Cavalcante, confirmou a falta de medicamentos excepcionais da farmácia do Estado, e disse que isso está acontecendo porque os fornecedores estão fazendo um “jogo político lamentável”.

Segundo ela, são entre 10 e 15 fornecedores que estão deixando de entregar os medicamentos e pressionam para aumento dos preços. “Eles aproveitaram o intervalo entre o recesso do final do ano e o próximo pregão que deve acontecer dia 19, para forçar a Secretaria aumentar os preços dos remédios, mas esse reajuste só pode ser feito pela Central de Licitações, mas quem paga a conta é a Sesapi”, explicou.


A diretora disse que vai levar o caso ao Ministério Público. “Os fornecedores não podem usar da situação dos pacientes que necessitam desses medicamentos como forma para ganhar mais dinheiro”, declarou.


Há medicamentos que faltam há mais de 50 dias.


Veja a lista:


1. Mesalina 500g – para doença que afeta intestino grosso;
2. Amandatadina 100g – para Mal de Parkison;
3. Donepezil 5 mg – Mal de Alzheimer
4. Levotiroxina 25 e 75 mg – hipertireoidismo congênito
5. Deferiprona e/ou Deferasirox 500mg – anemia falsiforme
6. Infliximabe 100mg – artrite reumatóide e doença de Crohn
7. Somatropina 4 UI – para nanismo
8. Betaionterferona 1 a 44mg “Rebif 44” – Esclerose múltipla
9. Sulfassalazina 500mg – Reticolite
10. Selegina 5 e 10mg – Mal de Alzheimer

Fonte: Portal Cidade Verde

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Missão oficial à China rende primeiro acordo de transferência tecnológica na Saúde

Acordo entre a brasileira EMS e a chinesa Shanghai Biomabs permitirá a produção no Brasil de biofármacos de última geração

A missão brasileira liderada pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que está na China desde o início da semana com objetivo de estreitar as relações comerciais no setor produtivo da Saúde entre os dois países, já apresenta os primeiros resultados. Nesta quarta-feira (9), a EMS, maior farmacêutica brasileira, assinou um acordo de transferência de tecnologia com o laboratório chinês Shanghai Biomabs para a fabricação no Brasil de seis produtos biotecnológicos de última geração. Dentre esses produtos estão os chamados anticorpos monoclonais, medicamentos biológicos com indicação para tratamento de doenças graves e de alto custo em seus tratamentos, especialmente cânceres diversos, artrite reumatoide e osteoporose, entre outras.

O primeiro produto alvo dessa parceria será o Etanercepte, cuja indicação principal é a artrite reumatóide, e que hoje gera gastos anuais da ordem de R$ 80 milhões ao Ministério da Saúde, principal comprador do medicamento.

A entrada de uma empresa brasileira neste mercado ampliará a concorrência, o que deverá levar à redução do preço do medicamento, uma vez que hoje ele é fornecido ao Brasil por apenas uma fabricante multinacional. Além disso, a transferência de tecnologia fortalece o complexo industrial brasileiro e contribui para a redução da nossa dependência externa em relação à tecnologia de ponta em saúde”, afirma o ministro Temporão.

Estima-se que 850 mil pessoas sofram de artrite reumatóide no país. Cada ampola de 50 mg do medicamento custa hoje ao ministério R$ 708,00. Levando-se em conta que o tratamento mensal é composto por quatro ampolas, o custo do tratamento por cada paciente chega a custar à pasta, mensalmente, R$ 2.832,00.

Até o mês passado, o ministério financiava 90% do valor do remédio por meio de transferência de recursos aos estados, aos quais cabia sua aquisição. Portaria recém-publicada pelo Ministério da Saúde transfere para a pasta a responsabilidade pela compra centralizada deste medicamento, o que deverá trazer uma economia de R$ 29 milhões ao ano para os cofres públicos.

Segundo a diretora de Relações Externas da EMS, Telma Salles, a expectativa é iniciar a produção do Etanercepte em território nacional em até cinco anos.

A cerimônia de assinatura do acordo entre as duas empresas, a ser realizada na tarde desta quarta-feira, em Pequim, contará com a presença do ministro e de sua delegação, a qual integram ainda representantes da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e representantes de indústrias farmacêuticas brasileiras.

OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS – Além dos representantes do governo, participam da comitiva liderada pelo ministro Temporão à China entidades ligadas à indústria farmacêutica que representam mais de 300 empresas nacionais. Nesta quarta-feira, a a delegação brasileira promoveu um workshop sobre oportunidades de negócios no setor de saúde do Brasil, que contou com a participação de mais de 120 empresários chineses em busca de conhecimento sobre o segmento no país. Além disso, os representantes dos dois países participaram de uma rodada de encontros de negócios.

Não viemos aqui para simplesmente discutir ampliação do comércio bilateral da indústria entre Brasil e China. Queremos construir um caminho de parcerias para desenvolver e produzir tecnologias de interesse da saúde pública brasileira”, afirmou Temporão. Ele lembrou que, recentemente, um acordo de transferência de tecnologia entre a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e um laboratório da Ucrânia para a produção nacional de insulina gerou redução de 70% no preço do produto adquirido por pregão.

Atualmente, o mercado farmacêutico movimenta R$ 28 bilhões por ano, apresentando altas taxas de crescimento anual e situando-se entre os 10 maiores do mundo. Para o setor de produtos médicos no Brasil, o faturamento é de cerca de R$ 8 bilhões por ano.

Esta é a terceira missão internacional do ministro da Saúde com o intuito de fortalecer os negócios no segmento. Em julho de 2008, Temporão levou empresários do setor à Índia; e, em setembro deste ano, liderou missão à Inglaterra, onde o governo brasileiro assinou acordo com a multinacional GlaxoSmithKline para investimentos de R$ 183,7 milhões no desenvolvimento de novas vacinas.

A idéia é atrair empresas ao Brasil, ampliar nossos processos de transferência de tecnologia, usando o nosso mercado, que é cada vez maior; o poder de compra do estado; e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como grande financiador, para que possamos ampliar a produção no Brasil”, afirma o ministro.

A balança comercial do setor de saúde no Brasil deve fechar este ano com um déficit de US$ 8 bilhões. Mas, conforme ressaltou o ministro, a preocupação é principalmente com o déficit de conhecimento. “Nossa prioridade é reduzir a defasagem de conhecimento e desenvolver tecnologia no Brasil.”

De acordo com ele, o mercado brasileiro está pronto para atrair novos investimentos por uma série de fatores, entre eles: sua capacidade reguladora, gerenciada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária); potencial do setor, que movimenta 8% do PIB (R$ 160 bilhões) e emprega 9 milhões de pessoas; capacidade de financiamento, por meio do BNDES que tem uma carteira de R$ 3 bilhões disponíveis para a indústria farmacêutica; e políticas lançadas entre 2007 e o início deste ano, que tratam da Inovação e Pesquisa, da Política Industrial e da Saúde, esta última lançada pelo ministério, que possui um capítulo especial para o complexo produtivo.

DE OLHO NO SUS – Em encontro com a delegação brasileira, nesta terça-feira (8), o ministro da saúde chinês, Chen Zhu, manifestou interesse em visitar o Brasil no próximo ano para conhecer pessoalmente o funcionamento do SUS (Sistema Único de Saúde). A China iniciou, em abril passado, um plano de reforma de seu sistema de saúde, que tem como principal objetivo ampliar a cobertura da atenção básica, especialmente para a população rural – que representa mais da metade de sua população e que tem acesso precário aos serviços de saúde - e caminhar para o acesso universal, a exemplo do SUS, que, em 20 anos de existência, incluiu mais de 140 milhões de pessoas que não tinham qualquer acesso à saúde no Brasil.

Chen Zhu também sugeriu que os dois países impulsionem o intercâmbio entre seus institutos médicos e universidades para fortalecer a pesquisa científica e sugeriu iniciar discussões para a criação de um instituto de pesquisa comum, por meio da Fiocruz. Para Temporão, a área de princípios ativos encontrados em plantas – fitofármacos – tem grande potencial de cooperação bilateral, e deverá constar na agenda da Fiocruz em parceria com institutos de pesquisa e produção chineses.

Nesta quinta-feira, a delegação brasileira visitará a sede administrativa da Medicina Tradicional Chinesa. Parte da delegação brasileira terá ainda uma agenda de visita à agência reguladora chinesa de alimentos e medicamentos, a State Food and Drug Administration (SFDA), para troca de conhecimentos na área de regulação sanitária.

Fonte:Portal da Saúde